{"id":43,"date":"2026-01-13T19:08:39","date_gmt":"2026-01-13T19:08:39","guid":{"rendered":"https:\/\/pharmakondigital.com\/entrevista-a-juan-pablo-mollo1\/"},"modified":"2026-01-13T19:13:49","modified_gmt":"2026-01-13T19:13:49","slug":"entrevista-a-juan-pablo-mollo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pharmakondigital.com\/es\/entrevista-a-juan-pablo-mollo\/","title":{"rendered":"Entrevista a Juan Pablo Mollo<sup>1<\/sup>"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_37\" aria-describedby=\"caption-attachment-37\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-37\" src=\"https:\/\/pharmakondigital.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/juan_pablo_mollo.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/pharmakondigital.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/juan_pablo_mollo.jpg 200w, https:\/\/pharmakondigital.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/juan_pablo_mollo-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-37\" class=\"wp-caption-text\">Juan Pablo Mollo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Resumo:\u00a0<\/strong>O autor revela a constru\u00e7\u00e3o discursiva do delinquente, desde a ordem m\u00e9dica, jur\u00eddica, psicol\u00f3gica, pol\u00edtica, social e medi\u00e1tica, como elementos de legitima\u00e7\u00e3o do poder de castigar e do controle social. Tamb\u00e9m indica como a droga e a adi\u00e7\u00e3o como epidemia de base neurol\u00f3gica, aumenta o retrato do delinquente, percebido como perigo social. Inversamente, localiza a psican\u00e1lise como uma pr\u00e1tica sobre o sujeito e seu gozo, que n\u00e3o forma parte do biopoder nem legitima o sistema penal.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong><strong>:\u00a0<\/strong>Delinqu\u00eancia juvenil, delito, psican\u00e1lise, direito, criminologia, drogas, controle, biopoder, tratamento.<br \/>\n<strong>Abstract:\u00a0<\/strong>The author reveals the speech construction of delinquency, from medical, judicial, psychological, political, social and mediatic orders, as elements of legitimation of the power to punish and of social control. He also indicates how the drug and the addiction as an epidemia of neurological basis increases the portrait of the delinquent, perceived as a social danger. On the contrary, he places psychoanalysis as a practice about the subject and his jouissance, that is not a part of biopower nor legitimates the penal system.<\/p>\n<figure id=\"attachment_40\" aria-describedby=\"caption-attachment-40\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-40\" src=\"https:\/\/pharmakondigital.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/dario_galante.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/pharmakondigital.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/dario_galante.jpg 200w, https:\/\/pharmakondigital.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/dario_galante-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-40\" class=\"wp-caption-text\">Dar\u00edo Galante<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Keywords:\u00a0<\/strong>Juvenile delinquency, crime, psychoanalysis, law, criminology, drugs, control, biopower, treatment.<\/p>\n<p><strong>Dar\u00edo Galante<a title=\"\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>2<\/sup><\/a>: Voc\u00ea acabou de publicar no Brasil o livro \u00abO delinquente que n\u00e3o existe\u00bb, por que elegeu um t\u00edtulo t\u00e3o controverso?<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Juan Pablo Mollo:<\/strong>\u00a0Principalmente porque existe uma constru\u00e7\u00e3o do delinquente desde o ponto de vista jur\u00eddico, m\u00e9dico e psicol\u00f3gico. Os alicerces de tais discursos podem ser encontrados no s\u00e9culo XVIII e remontam \u00e0 no\u00e7\u00e3o de culpabilidade como uma verdade cient\u00edfica atrelada ao direito penal.<\/p>\n<p>Atualmente, na pr\u00e1tica penal se multiplicam justi\u00e7as menores e ju\u00edzes paralelos condicionados pelo momento pol\u00edtico e social. O juiz ordena a seus \u00abauxiliares da justi\u00e7a\u00bb certas investiga\u00e7\u00f5es denominadas per\u00edcias para que o aconselhem e decidam se um sujeito \u00e9 perigoso ou n\u00e3o, de que maneira proteger-se, como intervir para modifica-lo, se \u00e9 prefer\u00edvel tratar ou reprimir, etc. Os novos conselheiros do castigo, fazem ao delinquente segundo sua disciplina. Qual \u00e9 o resultado da avalia\u00e7\u00e3o? A constru\u00e7\u00e3o fantasm\u00e1tica do delinq\u00fcente, baseada na recrimina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica ou \u00e9tica e tipificada pelas condutas e perfis referidos \u00e0 personalidade perigosa.<\/p>\n<p><strong>D. G.: Voc\u00ea fala de uma nova experi\u00eancia do delito na sociedade contempor\u00e2nea. Pode ampliar esta ideia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0Em 1896, Durkheim sustentava que a fun\u00e7\u00e3o social do castigo, era solidificar os la\u00e7os sociais e a consciencia coletiva, ao expressar os valores de uma determinada sociedade. Cem anos depois se verifica uma consciencia coletiva do delito, cuja express\u00e3o \u00e9 um difuso medo \u00e0 delinquencia que organiza a vida cotidiana. A chave \u00e9 a seguinte: a experiencia coletiva do delito \u00e9 uma rede que entrela\u00e7a mentalidades e sensibilidades coletivas, ou seja, n\u00e3o \u00e9 uma vivencia individual sem a media\u00e7\u00e3o da cultura e seus significados sociais. A percep\u00e7\u00e3o do delito cont\u00e9m um significado social concreto e hist\u00f3rico que configura um modo de interpretar os perigos potenciais.<\/p>\n<p><strong>D.G.: Assim, fica aberta uma possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do delito?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0A constru\u00e7\u00e3o do delinquente tamb\u00e9m \u00e9 social, pol\u00edtica e midi\u00e1tica. Por exemplo, em contextos eleitorais a seguran\u00e7a p\u00fablica assume um protagonismo extremo nos discursos pol\u00edticos, cujos efeitos tendem a favorecer uma resposta autorit\u00e1ria e impulsiva de ordem punitiva. O controle social contempor\u00e2neo n\u00e3o procede dos fundamentos da sociologia do castigo, sen\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es e mecanismos de poder que constroem consenso entre as massas.<\/p>\n<p><strong>D.G.: Em seu livro voc\u00ea indica que a droga n\u00e3o causa a delinqu\u00eancia. Voc\u00ea considera que o consumo de drogas \u00e9 parte do retrato social do delinquente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0Sim, o estere\u00f3tipo do delinquente inclui o consumo de drogas, por\u00e9m a associa\u00e7\u00e3o entre drogas e delinqu\u00eancia \u00e9 falsa. Por outro lado, o problema do consumo de drogas \u00e9 um problema da classe alta.<\/p>\n<p>Agora, quando se tenta explicar as causas da delinq\u00fc\u00eancia e das adi\u00e7\u00f5es, curiosamente se apelam aos mesmos argumentos vazios e gerais: deser\u00e7\u00e3o escolar, fam\u00edlias desintegradas, viol\u00eancia familiar, desemprego, exclus\u00e3o social ou vulnerabilidade social, etc. E, precisamente, tais hip\u00f3teses gerais respondem \u00e0 estigmatiza\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo marginal, portador de uma periculosidade, que \u00e9 o n\u00facleo do am\u00e1lgama entre droga e delinqu\u00eancia. Logo, o poder de castigar criminaliza o consumo de estupefacientes, por\u00e9m, com o pretexto de cumprir a lei, sempre controla e seleciona o estere\u00f3tipo do indiv\u00edduo marginal, adicto e delinquente, que \u00e9 perigoso para a sociedade.<\/p>\n<p><strong>D.G.: Qual a sua opini\u00e3o sobre a despenaliza\u00e7\u00e3o do consumo de drogas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0O consumo de drogas \u00e9 o verdadeiro rosto da sociedade capitalista. At\u00e9 as Na\u00e7\u00f5es Unidas situam o ingresso da ind\u00fastria il\u00edcita de drogas por cima do com\u00e9rcio do petr\u00f3leo. Pode-se concluir ent\u00e3o que o narcotr\u00e1fico n\u00e3o responde \u00e0s leis jur\u00eddicas e \u00e0 formalidade do direito, sen\u00e3o, ao interesse sem concess\u00f5es do mercado. Por outro lado, a pot\u00eancia das drogas tamb\u00e9m depende da ind\u00fastria farmac\u00eautica multinacional que tem conseguido a certifica\u00e7\u00e3o objetiva de uma generalizada patologia \u00abdepressiva\u00bb, para administrar o sonho da \u00abfelicidade qu\u00edmica\u00bb, com as drogas legais: benzodiazep\u00ednicos e outros psicotr\u00f3picos, os quais podem enquadrar-se em uma unidade conceitual junto ao consumo e o tr\u00e1fico de drogas il\u00edcitas. Em definitivo, com estas m\u00ednimas ideias quero indicar que a descriminaliza\u00e7\u00e3o do consumo depende do real poder do mercado e da pol\u00edtica, que excede a perspectiva jur\u00eddica e de sa\u00fade mental.<\/p>\n<p><strong>D.G.: E o que pensa sobre a guerra \u00e0s drogas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0Richard Nixon na d\u00e9cada de 70 impulsionou a primeira guerra contra as drogas. Logo em 1982, Ronald Reagan, relan\u00e7ou a mesma guerra, influenciando em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina que deviam alinhar-se com as pol\u00edticas dominantes. O resultado foi nefasto: criminaliza\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios de drogas e fortalecimento do poder punitivo. Al\u00e9m disso, o pretexto de uma guerra admite a marca\u00e7\u00e3o, a persegui\u00e7\u00e3o e a elimina\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos considerados como o mal da sociedade. E no \u00e2mbito p\u00fablico, a guerra alucinada contra as drogas termina por incentivar o antagonismo entre as classes, uma vez que, como disse anteriormente, s\u00e3o unicamente os indiv\u00edduos pobres aqueles inimigos selecionados para o processo de criminaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>D.G.: Deixando de lado o sistema penal e a sociologia que o justifica, de que modo distingue droga e adi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0A droga definida como subst\u00e2ncia se distingue das adi\u00e7\u00f5es que sempre remetem a um sujeito. Por exemplo, no jogo patol\u00f3gico h\u00e1 adi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m sem subst\u00e2ncia ou droga, e inversamente, \u00e9 poss\u00edvel consumir alguma droga sem que isso suponha adi\u00e7\u00e3o. A droga n\u00e3o tem o poder de produzir automaticamente adictos. Grosso modo, \u00e9 importante diferenciar a posi\u00e7\u00e3o subjetiva de quem usa uma droga para fazer uma experi\u00eancia, ou inversamente, para escapar do mundo concreto. O uso de drogas a servi\u00e7o do prazer deve distinguir-se do consumo repetitivo e mort\u00edfero por fora do Outro. Por outro lado, e saindo das generalidades, a cl\u00ednica psicanal\u00edtica verifica a exist\u00eancia de diversos usos da droga de acordo com cada caso, e permite iluminar que fun\u00e7\u00e3o a droga cumpre, mais al\u00e9m da moral, e do direito, em uma estrutura subjetiva.<\/p>\n<p><strong>D.G.: Voc\u00ea indica que o delinquente n\u00e3o \u00e9 um adolescente em risco e a delinqu\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma epidemia. Pode afirmar o mesmo em rela\u00e7\u00e3o aos adictos e as adi\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0Sim. \u00c9 o mesmo paradigma. A interse\u00e7\u00e3o entre as ci\u00eancias biom\u00e9dicas e as ci\u00eancias sociais, conflui com a epidemiologia, que integra seus m\u00e9todos e princ\u00edpios para estudar a sa\u00fade e controlar as enfermidades nos grupos humanos bem definidos. Com esta origem, pode-se compreender que a dimens\u00e3o chave da epidemiologia \u00e9 biol\u00f3gica e que sua operabilidade se sustenta na demografia e na estat\u00edstica para detectar e minimizar fatores de risco. O controle epidemiol\u00f3gico \u00e9 exercido por investigadores gen\u00e9ticos e psiquiatras e, at\u00e9, por psic\u00f3logos e trabalhadores sociais, que cumprem uma fun\u00e7\u00e3o policial e de controle biopol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>D.G.: Voc\u00ea se refere ao controle biopol\u00edtico a que se referiu Michael Foucault?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0Com efeito, se trata de pol\u00edticas sobre a vida que confluem para a seguinte fraude: o c\u00e9rebro passou a ser a causa real dos problemas da vida. Desta forma, a biografia pessoal e os traumas vividos, os fatores ambientais e sociais, unicamente contam atrav\u00e9s do impacto no c\u00e9rebro neuroqu\u00edmico. Ainda que se trate de uma adi\u00e7\u00e3o ou de um transtorno de conduta, o importante \u00e9 que possa ser objetivamente visualizado dentro do c\u00e9rebro para que possa desembocar, rapidamente, em um tratamento com psicof\u00e1rmacos para reger os modos de governo e controle da conduta humana.<\/p>\n<p><strong>D.G.: O conte\u00fado do livro mostra que um psicanalista pode escrever sobre direito e sociologia ou bem enfocar inquieta\u00e7\u00f5es sociais por fora da cl\u00ednica. Que lugar tem o psicanalista em seu livro?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0Ainda que n\u00e3o seja evidente, este livro \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o de \u00abPsican\u00e1lise e Criminologia\u00bb, onde podem encontrar numerosos textos sobre o encontro do deliquente juvenil com o psicanalista. Ainda temos muito que aprender com os psicanalistas pioneiros na mat\u00e9ria. Em grande parte deste livro tento demonstrar que n\u00e3o h\u00e1 uma \u00ab\u00fanica\u00bb forma de delinqu\u00eancia, sen\u00e3o uma pluralidade de posi\u00e7\u00f5es delitivas mesmo que seja em rela\u00e7\u00e3o com o ideal, \u00e0 ang\u00fastia ou \u00e0 subjetividade da \u00e9poca. Com rela\u00e7\u00e3o a \u00abO delinquente que n\u00e3o existe\u00bb posso dizer que abordo a problem\u00e1tica delinquente n\u00e3o a partir dos textos psicanal\u00edticos e do sujeito, sen\u00e3o a partir do poder de castigar. Trata-se de um percurso por textos e argumentos de outras disciplinas que instituem a delinqu\u00eancia e legitimam o sistema penal. Apesar da psican\u00e1lise n\u00e3o ser a refer\u00eancia principal do livro, \u00e9 ela que permite localizar-me em um lugar \u00e0 dist\u00e2ncia da ordem jur\u00eddica, pol\u00edtica e social.<\/p>\n<p><strong>D.G.: O que voc\u00ea opina sobre a psican\u00e1lise aplicada \u00e0 terap\u00eautica com adolescentes denominados delinquentes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0Em princ\u00edpio, uma institui\u00e7\u00e3o coordenada por um psicanalista e orientada politicamente pela psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 uma proposta que faz parte do biopoder. Quando um hospital dia \u00e9 dirigido por um psicanalista, a disciplina, a regra, e sua micro penalidade inerente, se desvanece em prol de um processo subjetivo orientado pela cl\u00ednica dos Nomes-do-Pai. Ou seja: para cada caso, seu pr\u00f3prio dispositivo de amarra\u00e7\u00e3o ao Outro social. A desinstala\u00e7\u00e3o do dispositivo do automatismo institucional, facilita a constru\u00e7\u00e3o de um projeto vital e cultural, que pode estar em diferentes estados ou n\u00e3o estar, a partir do desejo do sujeito que o funda.<\/p>\n<p><strong>D.G.: De que maneira \u00e9 poss\u00edvel singularizar os casos em uma institui\u00e7\u00e3o normativa ou disciplinaria?<\/strong><\/p>\n<p><strong>J.P.M.:<\/strong>\u00a0A cria\u00e7\u00e3o de um dispositivo singular que fa\u00e7a de ponto de capiton\u00ea para um sujeito, n\u00e3o se realiza desde um programa standar ou um saber terap\u00eautico pr\u00e9vio, porque nasce com a transfer\u00eancia, se orienta pelo desejo e se verifica pelas consequ\u00eancias. Em outros termos, a partir do encontro com uma equipe de psicanalistas, cada sujeito tem a possibilidade de construir sua pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h6>\n<strong><em>Tradu\u00e7\u00e3o: Maria Wilma S. de Faria<br \/>\nRevis\u00e3o: Oscar Reymundo<\/em><\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<div>\n<h4><a title=\"\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>1<\/sup><\/a>\u00a0Lic. en Psicolog\u00eda UNLP. Membro de la Escuela de Orientaci\u00f3n Lacaniana (EOL), Membro de la Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP) y Docente do Instituto Oscar Masotta (IOM) Autor de:\u00a0<em>Psican\u00e1lise e criminologia<\/em>\u00a0e\u00a0<em>O delinquente que n\u00e3o existe<\/em>, ambas obras por Ed. Saraiva, Salvador, 2015.<\/h4>\n<div id=\"ftn2\">\n<h6><a title=\"\" href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>2<\/sup><\/a> Psicanalista. Membro da Escuela de la Orientaci\u00f3n Lacaniana e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise.<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo:\u00a0O autor revela a constru\u00e7\u00e3o discursiva do delinquente, desde a ordem m\u00e9dica, jur\u00eddica, psicol\u00f3gica, pol\u00edtica, social e medi\u00e1tica, como elementos de legitima\u00e7\u00e3o do poder de castigar e do controle social. Tamb\u00e9m indica como a droga e a adi\u00e7\u00e3o como epidemia de base neurol\u00f3gica, aumenta o retrato do delinquente, percebido como perigo social. 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